segunda-feira, 28 de março de 2011

LANÇADO O BLOG DO I SEMINÁRIO NACIONAL DE CULTURA


Nos dias 22, 23 e 24 de Abril, acontecerá o Iº Seminário Nacional de Cultura, no qual será discutido as bases é perspectivas de uma nova política para as juventudes, levando em consideração a sua diversidade e experiências, com palestras, shows e muita informação sobre o que acontece de protagonismo cultural juvenil nas principais cidades do nosso Brasil.


Em alguns dias iremos disponibilizar a programação completa, com os debates, palestrantes e os shows que vão acontecer durante o Iº Seminário Nacional de Cultura.
 
Blog: http://seminariodeculturajovem.blogspot.com/

sábado, 26 de março de 2011

VIVAM OS 89 ANOS DO PARTIDÃO!

Seminário Nacional sobre Universidade Popular

Reunião em Porto Alegre (RS) dá sequência à construção do
1° Seminário Nacional sobre Universidade Popular

25/03/2011, por CCLCP

Em torno de quarenta pessoas – entre elas representantes de mais de 20 entidades, das quais 5 executivas e federações de curso, além de organizações políticas, movimentos – estiveram presentes na segunda reunião de organização do 1° Seminário Nacional sobre Universidade Popular. Muitos ainda justificaram ausência, principalmente por questões estruturais e de agenda.

A reunião ocorreu nos dias 19 e 20 de Março, na sede da pós-graduação em Desenvolvimento rural e no Diretório Central dos Estudantes da UFRGS, respectivamente. A discussão girou em torno do caderno de apresentação do Seminário (que deverá sair até meados de Abril), análise de conjuntura da universidade brasileira e perspectivas para a construção do Seminário, repasse das tarefas e articulações feitas após a reunião de Dezembro que ocorreu em Florianópolis, bem como visualização de uma primeira proposta de programação para o encontro.

O clima da reunião foi extremamente fraternal, algo infelizmente ainda um tanto incomum de se ver nos espaços atuais de articulação da esquerda. Trabalhando sempre com o consenso, as organizações presentes conseguiram afirmar as linhas gerais de concepção do Seminário, em uma visão comum da necessidade de articular dialeticamente as discussões e lutas imediatas à construção de um programa estratégico para a universidade brasileira. Entende-se que a construção da estratégia da Universidade Popular está articulada com a construção do movimento que luta por ela (o êxito desta compreensão é demonstrado pela história) e que, por sua vez, deve contribuir para a reorganização do movimento universitário como um todo.

A reunião também tirou os indicativos de local e data, provavelmente em São Paulo no início de setembro, a ser confirmado até meados de Abril. Esperamos que outras organizações, entidades, indivíduos, se somem na construção deste Seminário, seja participando dele em si, das reuniões preparatórias ou com contribuições escritas.

Viva o 1° Seminário Nacional sobre Universidade Popular!

CRIAR, CRIAR, UNIVERSIDADE POPULAR!

Fonte: Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes - www.cclcp.org


quinta-feira, 24 de março de 2011

Pare a guerra contra a Líbia: Já!



A Federação Mundial das Juventudes Democráticas condena o bombardeio da Líbia. pela OTAN e os seus membros, sob a desculpa de defender os "direitos humanos" dos manifestantes que querem derrubar o governo de Kaddafi. De fato, o simples ato de reconhecimento dos rebeldes como um parceiro para o diálogo entre a União Europeia e de outras estruturas representa em si, uma provocação para a soberania da Líbia e uma interferência inaceitável sobre as questões da Líbia.


A dupla moral do imperialismo é ainda mais clara quando as tropas da Arábia Saudita entram no Bahrein para esmagar o movimento popular em curso ou no caso de supressão do movimento dos povos no Iêmen, os Estados Imperialistas preferem ficar em silêncio, apoiando a repressão brutal .

Oito anos após a invasão do Iraque e onze após o bombardeio da Iugoslávia, o imperialismo confunde mais uma vez as mentes dos povos do mundo, para justificar uma invasão a um país com a única motivação: de roubar seus recursos e de controlar sua posição geoestratégica. Se o imperialismo nunca teve anteriormente qualquer preocupação honesta com o povo líbio, o que justificaria o alto nível de relação entre o governo de Kaddafi com a França, Espanha, Itália, Portugal e os EUA até alguns meses atrás?

Mais uma vez, ressaltamos que rejeitamos a supressão dos direitos dos manifestantes na Líbia, mas ressaltamos que a única solução é um entendimento pacífico entre todas as partes dentro da Líbia, e que uma intervenção militar é totalmente inaceitável, pois acreditamos que somente o povo da Líbia é capaz de resolver seus próprios problemas.

Federação Mundial das Juventudes Democráticas

Veja o material compelto em inglês no seguinte link: http://www.wfdy.org/wp-content/uploads/2011/03/no-to-war-_-libya.pdf

DILMA: LIBERTE BATTISTI JÁ!


(Nota Política do PCB)


O Comitê Central do PCB, reunido no Rio de Janeiro, analisou a situação do ativista político e escritor italiano, Cesare Battisti, preso em Brasília desde 19 de março de 2007, perfazendo quatro anos de reclusão em nosso país, sem ter cometido nenhum crime em território nacional e acusado pelo Estado italiano de crimes que até agora, a não ser por testemunhos de delatores premiados, entre eles Pietro Mutti, que, para se livrarem de suas penas, imputaram Battisti com relatos que carecem absolutamente de provas materiais.

Battisti, que na década de 1970 militava no grupo de ultra-esquerda Proletari Armati per Il Comunismo (PAC), é acusado de haver cometido dois crimes no mesmo dia com apenas meia hora de diferença entre um e outro. O bizarro dessa situação é que um crime teria sido cometido na cidade de Udine e outro na cidade de Milão. Acontece que essas cidades distam 381 quilômetros uma da outra, o que demonstra a falsidade desses testemunhos. Julgado in absentia, chegou-se a falsificar sua assinatura para nomear advogados indicados pelo governo italiano (que aceitaram um julgamento forjado, sem a presença do réu), falsidade comprovada posteriormente por exame grafológico.

O que agrava consideravelmente o indiciamento e a condenação de Battisti, alem da própria instrução do processo, realizada sem provas concretas e baseada apenas nas delações dos militantes que colaboraram com as forças de segurança, os pentiti (arrependidos), é que essas delações foram arrancadas sob tortura, conforme denunciaram, à época, o relatório da Amnesty International e o depoimento da escritora Laura Grimaldi. Cabe dizer ainda que, naquele período na Itália, viviam-se os Anni di Piombo, Anos de Chumbo (entre 1970 e inícios da década de 1980), momento histórico de grandes confrontos de classe, sendo que, para responder às movimentações de amplos segmentos proletários e populares por profundas mudanças sócio-políticas, o Estado italiano impôs uma lei de exceção que permitia às forças de segurança investigar as organizações suspeitas de “terrorismo” e prender ativistas políticos e sociais sem ordem judicial, condição essa que dificulta até os dias de hoje a reabertura dos processos que envolveram as organizações e os militantes de esquerda daquele período.

Ressaltamos, também, que essas medidas autoritárias, que restringiam a ampla liberdade dos cidadãos italianos, eram corroboradas pelo extinto PCI (Partido Comunista Italiano), que, rumando para o radical reformismo e para a conciliação de classe, acenava com a possibilidade de uma aliança de governo com a então poderosa Democracia Cristã, claramente apoiada pelos EUA, propondo o tristemente célebre Compromesso Stórico.

Desse modo, com os elementos arrolados acima, entendemos que é absolutamente impossível aceitar as alegações do Estado italiano sobre a culpabilidade de Battisti, diante da fragilidade das provas apresentadas e de sua condenação, claramente política. Além do mais, o governo neofascista de Silvio Berlusconi aproveita-se oportunisticamente da situação, tentando fazer a conexão de Battisti com os movimentos sociais e sindicais que, hoje, fazem dura oposição a seu governo sabidamente corrupto, onde o próprio Presidente do Conselho de Ministros, o Sr. Berlusconi, aparece envolvido em escândalos sexuais e de pedofilia. Sabemos o que espera Battisti se for repatriado para seu país de origem: prisão perpétua e, inicialmente, seis meses de privação da luz do sol, condição que por si mesma revela o medievalismo dessas medidas e o ódio revanchista da extrema direita que está no governo e no poder.

A presidente Dilma Roussef deve cumprir o que foi determinado pelo ex-presidente Lula, isto é, a imediata libertação de Cesare Battisti e a concessão de status de refugiado político a ele. Lavar as mãos, deixando uma decisão política dessa gravidade para o Supremo Tribunal Federal (majoritariamente conservador), é objetivamente condenar Battisti ao ergastolo (prisão perpétua), é compactuar com as acusações falsas e revanchistas dos que desejavam e ainda desejam conter os avanços das lutas populares rumo às conquistas que possibilitem a construção de uma sociedade justa e sem a exploração dos trabalhadores.

PCB – Partido Comunista Brasileiro

Comitê Central – março de 2011