domingo, 9 de agosto de 2009

JORNADA NACIONAL DE LUTAS!

Todos na jornada de luta de 10 a 14 de agosto!

(Nota do PCB)

Os dados aparentes da indústria e da economia indicam uma tendência de recuperação econômica. Grande parte dessa recuperação se deve aos incentivos do governo, que beneficiou bancos, montadoras de automóveis e grandes construtoras. Os indicadores de emprego apresentam alguma melhora. No entanto, os empregos criados são de menor remuneração. Os capitalistas aproveitaram o ambiente de crise para fazer o seu ajuste. Demitiram, recontrataram com menores salários e retiraram direitos. Ou seja, a crise continua.

Segundo dados do DIEESE, as campanhas salariais do primeiro semestre mostraram que a maioria das campanhas mal obteve a reposição da inflação. Na comparação com o ano passado, os trabalhadores não conseguiram quase nenhum aumento real.

Os servidores públicos sofrem com o congelamento salarial e perda de conquistas históricas. Os aposentados vêm perdendo ano a ano o valor de suas aposentadorias. A reforma agrária está praticamente paralisada, com os trabalhadores sem-terra acampados na beira de estradas, enquanto o agronegócio tem tudo do governo, inclusive doações de terra na Amazônia.

Mesmo com incentivos e generosa ajuda governamental, os capitalistas trataram de demitir, arrochar salários, retirar conquistas. A crise só é “marolinha” na aparência. Os trabalhadores sentiram o efeito da crise, com o desemprego e a redução de salários. E não houve ajuda do governo que resolvesse isso. Toda a ajuda foi para os grandes empresários, que, mesmo assim, demitiram e quando recontrataram – e as recontratações foram raras - foi com menores salários.

Tudo para os capitalistas resolverem a sua crise e aumentarem as suas taxas de lucro. Para os trabalhadores, arrocho e desemprego. Ao invés de aumento do salário, endividamento para os trabalhadores.

Os comunistas conclamam os trabalhadores do campo e da cidade, do setor público e privado a participar da jornada de luta de 10 a 14 de agosto. Vamos lutar contra as demissões, contra a redução de salários e dizer não à retirada de direitos. Durante uma semana, trabalhadores e lutadores sociais de todo o país irão desenvolver ações de luta nas suas cidades e locais de trabalho. Os trabalhadores devem participar dos atos unitários nas capitais. Vamos parar a produção, interromper a circulação de mercadorias e levar as nossas bandeiras de luta para todos que trabalham e sofrem os efeitos da crise.

Não basta aos trabalhadores lutar apenas na sua categoria profissional e no seu ramo econômico. Precisam desenvolver ações unitárias nacionalmente. Unir trabalhadores da cidade e do campo, do setor privado e do setor público.

Na semana de 10 a 14 deste mês, faremos mais que uma passeata nas capitais. Estaremos nas ruas e nos locais de trabalho, na cidade e no campo, nas fábricas e nas escolas.

Todos na jornada de luta de 10 a 14 de agosto!

Não à criminalização dos movimentos sociais!

Basta de demissões!

Não à redução de salários e à retirada de direitos!

Partido Comunista Brasileiro

Convite da JCP

Abaixo segue o convite enviado a UJC pelos camaradas da JCP ao II Congresso Nacional da JUventude Comunista Paraguaia, no qual nos faremos presentes

II Congresso da Juventude Comunista Paraguaia

Assunção, 30 de Junho de 2009.

Estimados Camaradas da

UJC - PCB

E com prazer que convidamos vocês ao II Congresso da Juventude Comunista Paraguaia que será realizado nos dias 26 e 27 de Setembro deste ano na cidade de Assunção, Capital da Republica do Paraguai.

O momento em que será realizado este congresso, é de muita expectativa e mudanças a nível local, regional e mundial.

Nos níveis internacionais, partindo desde o marco planetário, por primeira vez na historia da espécie humana, a vida mesma dentro do planeta esta sendo destruída em todos os seus níveis pela expansão do capitalismo, e existem estudos científicos sobre o terrível problema que ainda esta por vir sobre nos.

Em matéria da vida humana, as curvas econômicas de produção, já não seguem um ciclo de altos e baixos, mas bem nos encontramos em uma etapa de grande descenso da produção, e pelo tanto, do crescimento econômico mundial.

A nível regional, o panorama planetário e a ruína financeira que se assenta sobre este problema, permitiram que o povo, em base à união e organização popular, tenha chegado ao poder em vários paises, como EL SALVADOR, ECUADOR, NICARAGUA y PARAGUAY, que se somam aos baluartes e símbolos da resistência que são VENEZUELA e logicamente CUBA, nossa estrela guia.

Em nosso país, o povo votou e elegeu a um presidente que tirou a presidência ao partido Colorado que esteve no poder por mais de 60 anos. Mas o governo de Fernando Lugo, não e um governo socialista nem de direita e nem de esquerda, é um governo heterogêneo que ainda busca como se manter na presidência, entre empresários e organizações campesinas. O poder não reside no povo, o partido colorado tem suas garras em vários setores do organismo do estado, UNACE dirige as instancias de decisão no poder judicial, a ALIANZA PATRIOTICA que levou Lugo ao poder esta mais dividida que unida e os demais partidos de centro e direita, procuram se fortalecer em meio do alvoroço.

Os setores de esquerda e progressista realizaram um grande congresso no dia 19 de junho deste ano, com o fim de buscar unir forças e manter o processo democrático tão frágil que vive nosso país, uma aliança estratégica, que por primeira vez após a queda da ditadura, parece que seguira unida por mais tempo e representa quase a totalidade das forças progressistas em nosso país.

Por ultimo, nosso partido, logo de varias reorganizações e trabalho com as massas, hoje em dia é uma forca política com arraigo nas massas campesinas, com grande influencia em setores dos estudantes em varias regiões do país, que busca afiançar o grande crescimento que teve e também recompor a estrutura partidária tão machucada e quase aniquilada pela ditadura e pelos governos pseudodemocráticos colorados.

Assim, o III Congresso da JCP, tem uma grande importância para nós, para o país e para o processo regional, pois é do sangue jovem, da força das novas idéias, das novas gerações que estão vivendo construções mentais e sociais diferentes, que nutriremos nossa JCP, buscando tornar realidade o sonho de Bolívar, Martí e de nosso nunca esquecido Jose Gaspar Rodrígues de Francia, pioneiro na América das idéias de Justiça, Igualdade e Fraternidade, letras vazias que o capitalismo levanta em seus discursos democráticos, experiência vivenciada pelo nosso país na alvorada da pátria até o sangrento genocídio de 1870 com a guerra da Tríplice Aliança.

Companheiras e companheiros, amigas e amigos, camaradas, é neste marco de renovação, de fortalecimento e de avance do socialismo, que queremos que vocês possam estar presentes e conhecer um pouco mais sobre o processo que estamos vivendo as/os paraguaias/os neste novo amanhecer da pátria.

VIVA A LUTA DOS POVOS DA AMERICA!

VIVA A PATRIA LIVRE, SOBERANA E INDEPENDENTE!

ATE A VITORIA SEMPRE – VENCEREMOS!

sábado, 1 de agosto de 2009

UJC - 82 anos de Luta!

A União da Juventude Comunista comemora os seus 82 anos de luta!
Hoje, 01 de agosto de 2009, a UJC-Brasil comemora 82 anos. E, comemora no melhor estilo de uma jovem organização comunista: na luta pelo socialismo! Entre as atividades comemorativas dos 82 anos de luta da UJC destaca-se: No Rio de Janeiro - Um debate sobre a UNIVERSIDADE POPULAR com os camaradas Eduardo Serra (Professor da UFRJ e membro do Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro), Marcos Botelho (Jovem Trabalhador e Servidor da UFRJ), Heitor César (Professor e membro da Coordenação Nacional da UJC) e Luis Fernandes (Estudante universitário e membro da coordenação estadual da UJC). Após o debate a pauta é uma confraternização - um churrasco de aniversário da UJC no Bar 'Estação do Noel'. Segue abaixo um texto sobre os 82 anos de luta da organização União da Juventude Comunista 82 anos 1927 – 1º de agosto – 2009 Organizar, estudar e lutar! Há 82 anos alguns jovens comunistas reuniam-se na cidade do Rio de Janeiro com um objetivo em comum: construir uma organização que fosse capaz de organizar, formar politicamente e mobilizar para as lutas a juventude trabalhadora, dos setores populares, jovens brasileiros e brasileiras explorados, oprimidos, que buscassem no socialismo uma alternativa real a sociedade capitalista.Em 1927, aqueles jovens que possuíam um sonho, uma utopia, mal sabiam que 82 anos depois, a UJC seguiria viva, atuante e firme na luta pelo socialismo.Mal sabiam eles, que a UJC cumpriria um papel fundamental na organização da juventude trabalhadora brasileira na luta contra o nazi-fascimo e que a UJC seria protagonista na criação da União Nacional dos Estudantes.Mal sabiam eles que a UJC levantaria a bandeira pela campanha do Petróleo é Nosso! Uma das maiores conquistas de nosso povo. Também não tinham idéia, aqueles jovens de 1927, que a UJC formaria militantes, como um José Montenegro de Lima, que de peito aberto engajaram-se na heróica resistência contra a Ditadura Militar.Os comunistas de 1927 mal poderiam saber que a UJC lutaria pela redemocratização do Brasil. E tampouco poderiam esperar que a UJC seria afetada pela queda do Muro de Berlim e do Bloco Soviético, sofrendo todas as conseqüências da avalanche neoliberal dos anos 90. Como não poderiam prever que em pleno século XXI, a UJC, reorganizada, se apresentaria como uma das principais organizações da juventude trabalhadora e popular do Brasil.Os jovens comunistas de 1927 não podiam prever tantas coisas. Mas do sonho daqueles jovens forjou-se uma organização revolucionária, de fundamental importância na história e nas conquistas da juventude brasileira.Neste ano de 2009 comemoramos 82 anos da UJC. 82 anos de lutas, de ousadia, de coragem, de militantes e heróis que marcaram de forma decisiva a construção do processo revolucionário no Brasil.Os jovens comunistas de 2009 celebram este passado glorioso com os olhos no futuro, e fazendo aquilo que caracterizou a UJC em toda sua história, lutando incansavelmente pelo socialismo.Nossas tarefas hoje trazem consigo o que aqueles jovens comunistas de 1927 propuseram: Organizar a juventude trabalhadora brasileira, Estudar mais e cada vez mais para compreender a realidade de nosso povo, e Lutar pela Revolução Socialista, na perspectiva da sociedade comunista.As nossas bandeiras carregam os sonhos de milhares de jovens brasileiros que nos últimos 82 anos dedicaram-se na construção da União da Juventude Comunista. Temos um passado que é de glória, um presente que é de luta, e um futuro que será de vitória!
VIVA OS 82 ANOS DA UNIÃO DA JUVENTUDE COMUNISTA! VIVA A LUTA REVOLUCIONÁRIA! VIVA O SOCIALISMO!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

51º Congresso da UNE - Brasília - DF

Manifesto da unidade pela Universidade Popular*
Diante dos ataques que a universidade pública vem sofrendo mais intensamente nos últimos anos, da crise que provoca desemprego em massa, perdas dos direitos trabalhistas e entrega das riquezas naturais de nosso povo, o 51° Congresso da União Nacional dos Estudantes (CONUNE) realizado entre os dias 15 a 19 de julho ignorou todo um passado histórico de lutas do Movimento Estudantil. Já foi o tempo em que cinco dias de Congresso da UNE representariam um período de intenso debate político que instrumentalizasse os estudantes frente ao desafio histórico de defender a educação das garras do mercado. É lamentável fazer um balanço deste CONUNE e visualizar que este conseguiu ser mais despolitizado e aparelhado que o de 2007. Quando pensamos que a abertura se deu em plenário do Congresso Nacional, que os dois primeiros dias foram de ócio programado, que os atos do dia 16 (PROUNI e Petróleo) foram financiados e regidos pelo Governo Federal, nos perguntamos: onde estará a autonomia de uma entidade que historicamente tinha papel protagonista e que hoje está a reboque do Estado? Os heróicos militantes que dedicaram a sua vida para a luta no movimento estudantil, certamente não poderiam prever algo que foi tão explicito em matéria de aparelhamento partidário. A “primeira participação” de um presidente no Congresso – apresentando sua possível candidata a presidente em 2010 – ouvido por uma claque de estudantes exclusivamente convocados para este fim, foi emblemática da situação atual de subserviência da nossa entidade nacional. No terceiro dia, a enxurrada de mesas foi assustadora na programação: 25 em um curto espaço de 8 horas, exigindo que um estudante interessado se dividisse em pelo menos 10 pra acompanhar os debates! Ainda assim, temas importantes como o de Ciência e Tecnologia foram simplesmente boicotados. O fim do dia estaria reservado para o pior: os 13 Grupos de Discussão – que em tese deveriam tirar as principais linhas a serem defendidas pela entidade – não existiram! Méritos para a oposição que “forçou” a mesa de Movimento Estudantil, que o bloco governista majoritário da União da Juventude Socialista (UJS) logo se prontificou a abafar, levando parte de seus militantes para fazer guerra de torcida e não para colocar suas posições políticas. O sábado e o domingo estariam reservados para as Plenárias Finais (ou seriam iniciais?). No sábado seria a definição dos eixos em Conjuntura, Educação e Movimento Estudantil que a UNE defenderia nos próximos 2 anos e no domingo a escolha da Diretoria. Participamos em conjunto com os companheiros da Oposição de Esquerda, defendendo eixos importantíssimos para o movimento estudantil, na defesa da universidade pública e gratuita, contra todas as medidas da Contra-Reforma Universitária, e na defesa do projeto estratégico que o ME carece no momento: a Universidade Popular. Toda a insuficiência da UNE enquanto entidade organizadora das lutas do ME; autônoma aos governos, partidos e reitorias; protagonista de campanhas históricas pelas riquezas naturais de nosso povo; por um projeto de sociedade mais justa e igual e na luta contra a autocracia da ditadura militar; - ficou exposta de forma emblemática na plenária final de “eleição” da nova diretoria da UNE. O debate se resumiu aos dez minutos de cada chapa, na defesa das bandeiras de cada organização e numa votação em que a “guerra pelos crachás”, se constituía na briga pelas 17 vagas na diretoria executiva (remuneradas) e nas mais de 80 vagas na diretoria plena. Diante de toda a falta de debates, da necessidade de um congresso de verdade e não de uma fachada institucionalizada de disputa de cargos, apresentamos a chapa “Por uma Universidade Popular”, convocando os estudantes para a necessária reorganização do ME de “baixo pra cima” a partir de cada entidade de base. Convocamos todos a lutar contra os efeitos da crise econômica sobre o povo e pelo o que identificamos como fundamental: a construção de um projeto estratégico do movimento estudantil. Após a apresentação da chapa nos retiramos do processo de eleição da diretoria por entender que não é uma possível diretoria – nas condições já descritas deste congresso – que auxiliará para a reorganização do ME. Na situação despolitizante deste CONUNE, nossa disputa prioritária foi no campo das idéias, buscando construir laços que possam ter repercussões para além deste evento. ME e a necessidade do projeto estratégico: “Criar, criar, a universidade popular!” A unidade entre as teses Une de Volta pra Luta, A Hora é Essa e Ciência em Disputa, se deu em torno de alguns eixos: a visualização da conjuntura desfavorável ao conjunto dos trabalhadores do mundo e ao futuro da universidade; a defesa de um projeto de educação que tenha como objetivo a emancipação política, social e econômica do povo; e o chamado “urgente” para a reorganização de movimento estudantil autônomo e combativo, que expresse o clamor das bases organizadas. Essa unidade programática foi uma vitória para o processo de reorganização do ME, pois mesmo com todas as críticas à fragilidade da UNE e sua insuficiência para potencializar as lutas dos estudantes, acreditamos que não podemos nos ausentar deste espaço que é apenas um reflexo da totalidade do movimento. Saímos deste CONUNE com a certeza de que o Movimento Estudantil tem que superar os seus vícios institucionais, que fazem com que o absurdo da falta de debates seja naturalizado em nome de uma suposta “representatividade da base” sacralizada nos rituais de escolha da Diretoria. Precisamos romper o atrelamento espúrio e a tendência “parlamentarista” que a UNE tem se emaranhado nos últimos tempos, delegando todas as lutas para os gabinetes fechados, ignorando as ruas e as ocupações de Reitoria. Chamamos todos os companheiros da “Oposição de Esquerda” para uma unidade real nas lutas de base, que supere o imediatismo da unificação nos períodos de escolha da Diretoria da UNE. Para isso, acreditamos que é imprescindível ampliar o movimento por uma universidade popular: debatendo e formulando rumos para o movimento estudantil; questionando a que(m) serve a produção de conhecimento da universidade; que lute pela democracia interna das universidades disputando seus projetos; sendo críticos e criadores do novo conhecimento para a emancipação de nosso povo trabalhador; pintando a universidade com as cores dos movimentos sociais, com a cara dos operários, camponeses e todos setores explorados de nossa sociedade! Sabemos que a Universidade Popular não se realizará plenamente nesta sociedade regida pela ordem do Capital, mas compreendemos que é preciso ir além do debate sobre qualidade e de resistência às políticas governamentais. É necessário apontar para quem queremos tal qualidade. A ciência e tecnologia devem ser bases para a construção de um projeto popular de transformação social, exigindo do Movimento Estudantil que postule uma Universidade ao lado daquele a quem deve servir: o povo. “Vem estudante, vamos lutar!...Por uma Universidade Popular!” *Assinam este manifesto as teses “Une de Volta pra Luta”, “A hora é essa” e “Ciência em disputa”, que constituíram no CONUNE a chapa “Por uma Universidade Popular”.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Congresso da UNE - 2009

A UNE FOMOS NÓS, NOSSA FORÇA, NOSSA VOZ! Ivan Pinheiro*
O congresso da UNE na semana passada começou e acabou no mesmo dia. Após a palavra do primeiro orador, não havia mais o que discutir.Logo na abertura, acompanhado de sua candidata à sucessão, o Presidente da República - que havia mandado o Estado pagar a conta do evento - deu o tom e a linha política, defendendo um programa de seu governo (PROUNI) que deveria ser objeto de um grande debate num congresso de estudantes, já que repassa verbas públicas para o ensino privado, os “tubarões do ensino”, no antigo jargão da UNE.
Mas como criticar o programa, se o Ministério da Educação entrou com 600 mil reais, na “vaquinha” estatal para organizar o congresso, cuja prestação de contas, como a das famosas carteirinhas, ninguém verá. A UNE, que já foi uma escola de política, se transformou numa escola de políticos, no pior sentido da palavra.O importante para os organizadores do “congresso”, na verdade, foi o ato público de louvação a Lula e apoio à sua candidata em 2010.
O resto é a matemática de contar os crachás de delegados levados pela máquina e eleger quem vai exercer a presidência da entidade, meio caminho andado para a Câmara dos Deputados.Não faltou também uma passeata sobre o tema do petróleo. Não com o discurso combativo dos anos cinqüenta do século passado, em que a UNE foi um dos baluartes da campanha “O PETRÓLEO É NOSSO”. A manifestação chapa branca foi contra a CPI da Petrobrás e não pela reestatização da empresa, como lutam unitariamente as forças progressistas, em torno da atual campanha O PETRÓLEO TEM QUE SER NOSSO.Também, pudera. A maioria da direção da UNE é do mesmo partido que dirige a ANP, a agência que opera a privatização e a entrega do nosso petróleo às multinacionais.
Mas a juventude brasileira não pode entregar os pontos. Não pode desistir de resgatar a independência e a tradição de luta da UNE, rendendo-se aos que a aparelham e envergonham a sua história. Também não se trata de criar uma UNE paralela, um outro aparelho partidário, outra forma de se render à maioria eventual que hoje desvia a entidade de seus objetivos.
A juventude brasileira que ainda se rebela contra a injustiça e a iniqüidade precisa construir um amplo MOVIMENTO PELA RECONSTRUÇÃO DA UNE que, a partir das escolas e dos Centros Acadêmicos, tome nas mãos as rédeas do movimento estudantil e saia às ruas de todas as cidades brasileiras, voltando a gritar bem alto o mais histórico refrão da entidade:
A UNE SOMOS NÓS, NOSSA FORÇA, NOSSA VOZ!
* Ivan Pinheiro é Secretário Geral do PCB